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Comunicado da Microsoft desmente Blu-ray no Xbox 360
Apesar de circularem pela internet vídeos em que Steve Ballmer, Presidente Executivo da Microsoft, aparece prometendo um drive Blu-ray externo para o videogame Xbox 360, a empresa anunciou que essa medida não faz parte dos planos para o console. Segundo a empresa, Ballmer foi “mal-interpretado” e, na verdade, o plano é trazer unidades que possam ser usadas em PCs.
Porém, de acordo com o site TechTree, um informe da Microsoft diz que Ballmer foi “mal interpretado” e que os planos são um pouco diferentes. Major Nelson, Diretor de Programação para Xbox Live, tratou de colocar panos quentes no ocorrido:
“Steve estava se referindo ao Blu-ray como um acessório para PC. Como já foi dito no passado, não temos planos para introduzir um drive Blu-ray para a Xbox 360. Na verdade, o futuro do entretenimento doméstico começa nos próximos meses quando o Xbox 360 se tornar o primeiro e único videogame a oferecer streaming de filmes HD 1080p. Com uma biblioteca de milhares de programas de TV e filmes para escolher, os proprietários do Xbox 360 poderão assistir imediatamente os filmes que eles quiserem, quando eles quiserem, com qualidade elevada e alta definição.”
Todavia, como aponta o site Engadget, Ballmer comentou sobre o Blu-ray quando questionado sobre como tornar o Xbox 360 em uma espécie de home theater para competir com o Sony PS3, com pouca margem para mal-entendidos.
Você tem medo do Google ?
O Google sabe mais sobre você do que a sua mãe. O Google sabe mais sobre você do que qualquer outra pessoa ou empresa no mundo. E não é difícil entender por quê. Diariamente você entra no Google Search e digita o que está procurando : Receita de estrogonofre, sexo, amigos de infância, pizzaria com serviço delivery, hotéis baratos, a programação de cinema de sua cidade, as últimas tolices de Suzana Vieira, qualquer coisa. Pelo Gmail ou Google Talk, você mantém contato com seus amigos e parentes. Amenidades ou indiscrições da sua vida pessoal ficam à disposição no Blogger, na rede de relacionamentos Orkut ou nos álbuns de fotografia do Picasa. No Google Latitude, você consegue localizar seus companheiros em qualquer canto do planeta. Já o Google Maps e o Google Earth ajudam você a chegar ao outro lado da cidade – ou do mundo. Sem contar os vídeos do YouTube, capazes de elevar um anônimo ao superestrelato global em questão de horas, a exemplo da cantora escocesa Susan Boyle. Tem ainda o Google Health, dedicado a cuidar da sua saúde; o Books, com um arquivo impressionante de livros e revistas digitalizados; o Scholar, que reúne artigos científicos; e o Translate, capaz de traduzir sites inteiros em 41 idiomas, entre outras dezenas de serviços, digamos, menores.
Faça as contas: todos os dias, 65% dos cerca de 1,5 bilhão de usuários da internet no mundo utilizam uma – ou algumas – das ferramentas oferecidas pelo Google. Trata-se do site mais visitado da web. São 40 bilhões de buscas por mês. Diariamente, seus computadores processam mais de 20 petabytes de dados, ou seja, a capacidade média de armazenamento de cerca de 170 mil PCs iguais ao que você tem em casa. No primeiro trimestre deste ano, o Google registrou um lucro recorde de US$ 1,42 bilhão. Fechou o ano de 2008 valendo no mercado US$ 86 bilhões. Se a internet fosse o mundo, e o Google, um governo prestando serviços a esta população de mais de 1 bilhão, ele seria o terceiro país do planeta em população, mais que o triplo dos EUA, perdendo apenas para Índia e China.
Na Googlelândia, a liberdade é plena, porém vigiada. A empresa registra tudo o que escrevem, o que fazem e o que compram seus usuários. Mas o lema oficial da companhia “Não faça o mal” . De pronto, argumenta que, quando o sistema vasculha as mensagens do Gmail, por exemplo, é para oferecer a você as propagandas que mais possam interessá-lo. Se todas as buscas e cliques que um indivíduo faz são registradas, é porque assim o Google aprende a responder melhor. Essa inadvertida coleta de informações pessoais assusta entidades como a EFF, sigla em inglês para Fundação da Fronteira Eletrônica, ONG que defende a liberdade online. “Usuários preocupados com privacidade devem bloquear a opção de rastreio de seus passos em suas preferências no Google”, diz Kurt Opsahl, advogado da EFF.
“Acredito que eles sigam seu lema de que não farão o mal”, diz Howard Rheingold, autor do livro A Comunidade Virtual e um dos mais respeitados pensadores do Vale do Silício. “O Google é uma empresa de capital aberto. No dia em que quebrar a confiança de seus usuários, suas ações despencam.” São as leis de mercado, pois, que mantêm uma empresa como o Google bem comportada. E esse bom comportamento deve ser recompensado no futuro próximo. O estágio seguinte da internet, batizado de 3.0, será aquele em que o internauta será abastecido com necessidades que tem ou acredita ter. Claro que, sem dar uma bisbilhotada na vida do usuário, não há como fornecer esse tipo de serviço. Assim, quando a internet 3.0 estiver a pleno vapor, o Google estará anos-luz à frente da concorrência e com a auréola de um fornecedor de conteúdo zeloso espalhada sobre seus vários “o”s.
Mas há pelo menos uma questão legal na qual o Google se mostra ambivalente. É a propriedade intelectual. “Estamos sempre atentos”, disse recentemente Eric Schmidt, CEO da empresa, em uma palestra a alunos de MBA na Universidade de Stanford. Se é verdade que vez por outra, mediante pedido, retiram do YouTube um vídeo com direitos autorais, nenhum site é mais eficiente do que o próprio Google para encontrar material pirata: filmes ainda inéditos no cinema, discos inteiros convertidos em MP3, obras literárias completas…
Às vezes, nem sequer está claro se na empresa eles acreditam nas leis de copyright ou se consideram a ideia ultrapassada. “Eu acho que eles se preocupam com os direitos autorais, sim”, afirma John Battelle, autor de A Busca, a melhor história do Google já escrita. “O que acontece é que eles também acreditam em fair use.” Fair use: o uso de trechos de uma obra para criar outra, seja sátira, citação ou para sustentar um argumento. “Se eles creem em copyright? Com a pergunta assim tão ampla eu precisaria especular. Não sei responder”, diz Jeff Jarvis, autor do recém-lançado What Would Google Do? (O que o Google faria?, ainda sem edição no Brasil), espécie de manual para entender como agir no mundo digital. Em sua opinião, a melhor maneira ainda é aprender com o Google e repetir seus métodos.
Até porque é impossível escapar da Googlelândia. Você já vive nela. E o futuro na web passa por lá.
Fonte: Galileu
Lista dos 50 downloads ilegais mais populares da internet
Temporadas inteiras dos seriados mais famosos, filmes que acabaram de estrear no cinema, softwares que custam milhares de dólares. Quais os arquivos ilegais mais baixados na internet? A empresa de pesquisas Big Champagne fez essa pesquisa e mostrou os dados.
De acordo com o site Telegraph os seriados de televisão ficaram em primeiro lugar. O seriado Heroes foi o vencedor, com uma média de 55 milhões de downloads realizados só neste ano. Lost vem em seguida, com 51 milhões de downloads ilegais.
Outros seriados americanos, como 24 horas, Prison Break, House, Fringe e Desperate Housewives também figuram entre os mais baixados. Filmes como Watchmen e O Curioso Caso de Benjamin Button também apareceram na lista, com aproximadamente 17 e 13 milhões de downloads respectivamente.
Do total analisado, 50% dos downloads veio dos Estados Unidos, enquanto apenas 4% foi baixado pelos ingleses. Dados sobre o Brasil não foram revelados.
Segundo o site Digital Trends a pesquisa foi realizada em uma série de sites que disponibilizam arquivos no formato BitTorrent, e 300 milhões de seeds foram rastreados durante o processo.
O BitTorrent é um protocolo de processamento rápido que permite ao utilizador realizar o download de arquivos hospedados em websites. Nessa rede os arquivos são fragmentados em pedaços de 256Kb e esses pedaços são compartilhados pelos usuários em ordem aleatória, sendo reconstituídos mais tarde para formar o arquivo final.
Além disso, a Big Champagne também descobriu que o download de filmes e seriados aumentou muito mais do que o de músicas, e que as visitas a sites de arquivos BitTorrent praticamente dobraram nos últimos 12 meses.
“Milhões de telespectadores agora têm livre acesso a versões não autorizadas de seus programas favoritos. Esta é uma forma socialmente aceitável de pirataria casual – e está substituindo as horas que as pessoas passam em frente à TV” disse Eric Garland, chefe da Big Champagne, em nota publicada pelo site ITProPortal.
Além do x86
por Ricardo Bánffy
Uma das coisas que mais me desagrada no atual estado do mercado de servidores (e de desktops também) é a predileção dos fabricantes pela plataforma x86/amd64 e a falta de imaginação dos usuários, que faz com que plataformas muito interessantes fiquem relegadas a nichos estreitos.
A Sun mostrou hoje um servidor baseado em seu processador UltraSPARC T2 Plus. Para quem não sabe, a família T2 é a sucessora do venerável UltraSPARC T1, também conhecido como Niagara.
Muita água. Muita água mesmo
Pense em cataratas. É essa a idéia.
Tanto o T1 como seu sucessor, o T2 (conhecido como Niagara 2) foram feitos para processamento paralelo. Pense multi-core. O T1 tem 8 núcleos (há anos… e tem gente que se impressiona com nem lançados Xeons de 6…). Mas não é só. Pense em HyperThreading (que é uma marca da Intel, mas se aplica aqui). Cada núcleo do T1 processava 4 threads simultâneos. São 32 processos rodando ao mesmo tempo. Não revezando. Ao mesmo tempo.
Em um chip.
O irmão maior
Agora pense no T2. Com o mesmo número de núcleos que o T1, mas agora com uma FPU por núcleo (o T1 repartia a FPU entre os
e 8 threads por núcleo. Agora são 64 processos simultâneos.
Isso quer dizer, por exemplo, 64 pessoas acessando páginas da sua intranet batendo “enter” no mesmo milissegundo. E a máquina simplesmente responde.
Com um só processador.
Então… Agora pense que o “Plus” do “T2 Plus” diz que ele trabalha em grupos. Pense em 4 desses processadores em um chassi 4U.
Esse é o T5440 que foi apresentado hoje.
O que fazer com tudo isso?
Com 4 processadores desses, que ganharam o simpático (e aquático) nome de “Victoria Falls”, ele roda 256 threads simultâneos. Eles podem ser divididos, claro, por dezenas ou centenas de processos. Some a isso espaço para até 512 GB de memória e você tem a capacidade de um navio cargueiro e a velocidade de um F-14 espremidos no tamanho de um Ford Ka. E, com o maquinário de partições do Solaris (não, o Solaris não vai morrer), a gerenciabilidade de um mainframe.
Mas não pense só em acrescentar isso ao seu parque de máquinas. Use a imaginação. Pense em quanto você poderia gastar a menos com uma caixa assim. Pense em quantas máquinas 1U você pode virtualizar e colocar dentro dele. Meu chute é que você poderia trocar uns 2 metros lineares de caixinhas Dell por uma dessas. Isso deve dar um custo de manutenção umas 10 vezes menor. Pense: o servidor você paga uma vez só, mas a manutenção você paga todo mês. E 30 caixinhas Dell ainda são mais caras do que um desses.
O preço
Mas tem uma pegadinha: Ele não roda Windows. Nem a pau. De jeito nenhum.
E isso é um bom motivo para você pensar duas vezes antes de contratar aquela solução feita em .NET, fazer sua intranet em ASP.net, de guardar seus dados num SQL Server ou seus e-mails em um Exchange (pelamordedeus, não). Pra que limitar suas escolhas ao que o Visual Studio 2008 sabe fazer se você tem grama muito mais verde, mais barata e muitos e muitos quilômetros quadrados dela para onde crescer, do outro lado da cerquina? Use a imaginação. A sua, não a do departamento de marketing dos seus fornecedores. Queime o encarte da Microsoft que vem com a sua Computerworld. Aquilo não presta pra nada. Melhor ainda: dê ao seu competidor. É desumano, mas é um mundo cruel lá fora.
Esse é um servidor de verdade. Ele pode não ser pra você. Com configurações começando em 40 mil dólares, ele é um brinquedo para gente grande. Mas, se você quer brincar com eles, é bom começar a pensar desde já que tipo de tecnologia vai usar.
Eu não vejo a hora de colocar as mãos em um.
Pequena tragédia
Sabe qual é a tragédia aqui? A maioria dos profissionais de TI que vai ler essa matéria nem imagina que coisas assim existam. E não imaginam porque estão tão presos ao seu mundinho de Windows e x86 que esquecem que a Intel e a AMD não são os únicos fabricantes de microprocessadores do mundo e que nem todo servidor é apenas um PC supercrescido.
E que tem gente muito criativa fazendo coisas muito mais interessantes por aí.
O futuro é muito legal.
Sepultamento com gadgets são cada vez mais comuns
Nos Estados Unidos, agentes funerários estão incluindo, entre os objetos seputados com os falecidos, alguns dos gadgets que usaram em vida. Tendência vem se acentuando nos últimos anos.
No decorrer da História, sabe-se que em rituais de passagem muitos foram os povos que acreditavam ser possível levar alguns dos bens materiais adquiridos em vida para o outro lado. Os faraós egípcios construíam grandes moradas e levavam consigo o que tinham de mais precioso, para uma vida pós-morte mais confortável. Os celtas, por sua vez, acreditavam que enterrados com objetos, entre eles espadas e jóias, seriam ajudados em uma nova jornada no outro mundo. Hoje, tais tradições milenares parecem sem sentido, mas não para algumas pessoas, que estão pedindo para ser enterradas com alguns de seus dispositivos eletrônicos.
Segundo o site The Inquirer, diretores de funerárias americanas afirmaram que é cada vez mais comum a demanda por enterros em que, junto ao caixão, são colocados gadgets como iPods, Blackberrys e até mesmo videogames portáteis.
As crenças, entretanto, são um pouco diferentes daquelas que moviam rituais semelhantes há séculos. Na realidade, é mais uma forma de homenagear o ente perdido ou se lembrar de alguns de seus hábitos. O mais estranho, entretanto, é que muitas pessoas ligam os objetos antes que o sepultamento aconteça.
Em um artigo publicado no site MSNBC, diversos personagens são citados, principalmente funcionários de serviços funerários. Pam Vetter, por exemplo, disse que já viu pessoas colocando os fones de ouvido nas orelhas do falecido e escolhendo músicas que serão reproduzidas na hora do sepultamento.
Com celulares, o que acontece é diferente: as pessoas querem diminuir a sensação de perda, sabendo que poderão manter uma conexão ainda que do outro lado a resposta seja impossível. O artigo cita o caso da viúva Marion Seltzer, que enterrou seu marido com um celular e uma bateria completamente carregada. Obviamente, a bateria do telefone acabou dias depois do sepultamento, em 2005, mas Seltzer ainda paga as contas do número, para poder deixar recados na caixa postal em ocasiões especiais e até mesmo gravou o telefone do marido em sua lápide, para que outros possam ligar também.
Frank Perman, dono de uma casa funerária, relata o caso de um jovem falecido há alguns meses, que durante dias recebeu ligações. O celular acendia dentro de seu bolso e mensagens eram deixadas por pessoas que sentiam sua falta.
Outra razão, embora menos provável, é o medo de sepultar alguém vivo. O celular então serviria como o sino, comumente utilizado no século XVII para permitir que alguém enterrado sem estar de fato morto, e não apenas sofrendo de catalepsia, pudesse dar um sinal e ser salvo antes de ficar sem ar.
Embora esses relatos sejam novos, a prática já acontece há muitos anos. Em agosto de 2003 o site de humor Cocadaboa veiculou uma notícia falsa que foi erroneamente copiada por outros veículos como verdadeira que informavam que o executivo Roberto Marinho, presidente da Globo, havia sido enterrado com um aparelho telefônico no bolso de seu paletó.
Antes disso, em 1993, o polêmico músico e agitador cultural G.G. Allin foi enterrado com um walkman reproduzindo seu disco inédito, The Suicide Sessions, e com um par de fones em seus ouvidos. No caso de Allin (cujo nome de batismo era Jesus Christ Allin), as instruções para seu sepultamento foram bastante peculiares. Além do toca-fitas, o músico foi enterrado na companhia de seus discos de vinil. Seu corpo não foi lavado (ele estava coberto com as próprias fezes, prática comum em seus shows), foi deixado semi-nu e acompanhado de uma garrafa de whisky Jim Beam. O boné que vestia trazia a expressão Fuck Me. Durante o guardamento ouve uma festa, na qual os presentes dançaram e serviram-se da bebida do morto (a garrafa foi enterrada, mas vazia), além de bater as cinzas dos cigarros dentro do caixão.
Obama quer banda larga em escolas
O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama declarou, neste sábado, que expandir a banda larga nos Estados Unidos e investir em novos computadores em escolas públicas é uma de suas principais metas de governo.
Esse anúncio foi realizado em uma propaganda eleitoral por meio do rádio que custou centenas de bilhões de dólares, apesar de sua curta duração.
De acordo com a PC World, o líder dos Estados Unidos promete deslanchar a maior infra-estrutura financiada pelo governo desde o Interstate highway system (estradas federais), da década de 1950. O objetivo seria estimular a economia do país.
Segundo o National Business Review, Obama acredita que cerca de 2,5 milhões de empregos serão gerados a partir da implementação da rede de banda larga em escolas infantis e hospitais, tirando o país da atual crise.
Fazem parte dos planos do presidente construir ainda prédios mais econômicos (com menor gasto de energia), pontes e novas estradas.
O pronunciamento da autoridade pode ser visto aqui.
Primeiro transístor supercondutor promete revolucionar PCs
FET supercondutor
Pesquisadores suíços criaram uma versão supercondutora de um transístor de efeito de campo, conhecido como FET (Field Effect Transistor), um dos principais elementos de toda a eletrônica digital.
A equipe do professor Andrea Caviglia cresceu um cristal individual contendo dois segmentos separados, cada um formado por um óxido metálico diferente – um segmento de titanato de estrôncio e o outro de aluminato de lantânio.
Na interface entre esses dois segmentos, os cientistas observaram uma camada de elétrons livres, capazes de fluir sem resistência, o que caracteriza um material supercondutor.
Agora eles descobriram como ligar e desligar esse comportamento supercondutor na interface do seu cristal por meio da aplicação de uma corrente elétrica. O resultado é a primeira versão de um transístor supercondutor.
Funcionamento do transístor
Um transístor convencional possui dois eletrodos de cada lado, chamados emissor e coletor. Acima desse canal emissor-coletor existe um outro eletrodo, chamado base, que funciona como se fosse uma torneira.
Quando a base está energizada, ela permite que a corrente flua entre o emissor e o coletor; quando a energia é desligada, cessa a passagem da corrente. É esse estado da corrente – circulando ou não – que é interpretado nos computadores como se sendo os 0s e 1s da linguagem binária.
Vantagens de um transístor supercondutor
Como os materiais de que os eletrodos dos transistores atuais são feitos não são condutores elétricos perfeitos, quando a corrente elétrica flui através deles uma grande se perde na forma de calor – certamente um dos maiores entraves atuais à fabricação de processadores mais velozes.
Com um transístor supercondutor, esse problema é definitivamente resolvido. É por isto que a pesquisa está chamando a atenção não apenas de outros cientistas que lidam na área, mas também da indústria.
Supercomputadores na classe dos petaflops
A pesquisa ainda está em seus primeiros passos. O comportamento supercondutor somente ocorre a temperaturas próximas ao zero absoluto, o que significa que um computador feito com esses transistores consumiria uma grande quantidade de energia para ser mantido em temperaturas criogênicas – o que talvez não seja um grande problema para os supercomputadores na classe dos petaflops, que já são grandes consumidores de energia.
Novas pesquisas poderão levar à descoberta de novos óxidos ou outros materiais que apresentem o comportamento supercondutor em temperaturas mais amenas.
Imagens mostram danos que pararam o LHC, a Máquina do Big Bang
No dia 17 de Setembro, apenas dois dias depois de ser ligado, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) parou repentinamente para frustração dos cientistas do mundo todo.
O LHC deverá recriar as condições existentes nos instantes iniciais do Big Bang, a grande explosão que teria criado nosso Universo. Entre muitas outras pesquisas, os cientistas esperam descobrir novas partículas e desvendar como é que a matéria emerge de um “nada” sem massa.
Hoje o CERN divulgou as primeiras imagens do ponto mais afetado pelo acidente.

A foto acima mostra como ficaram duas das conexões mais danificadas. As duas seções deveriam estar perfeitamente alinhadas. Cada conexão transmite energia entre os criostatos que contêm os magnetos utilizados na aceleração das partículas.

Técnico observa uma das conexões danificadas.
Criostatos
O dano foi causado pelo vazamento do hélio usado para manter os supercondutores em temperaturas criogênicas. Quando o hélio atingiu o vácuo existente no interior dos criostatos, uma gigantesca pressão foi liberada instantaneamente, movendo os criostatos por mais de um metro. Até mesmo os seus suportes, fixados no concreto, foram arrancados. O esquema à direita mostra como é feita esta conexão.
Os engenheiros já começaram o conserto do equipamento e os cientistas esperam ter o maior experimento científico da história pronto novamente para funcionar em meados de 2009.
Pacote de contas alemãs está sendo vendido
Cibercriminosos que roubaram dados de contas bancárias de 21 milhões de cidadãos alemães estão pedindo 12 milhões de euros (US$ 15,3 milhões) pelo lote de informações.
De acordo com o site The Register, a ameaça de vender o pacote de dados no mercado negro é procedente e para provar a seriedade, os cibercriminosos teriam inclusive preparado um CD de demonstração com os dados completos (nome, endereço, telefone, data de nascimento e números bancários) de 1,2 milhão de contas.
Repórteres investigativos da publicação alemã WirtschaftsWoche afirmaram ter obtido o CD depois de se encontrarem com criminosos envolvidos no roubo, disfarçados de potenciais compradores para o lote.
A revista afirma que caso o lote seja vendido, três em cada quatro alemães podem temer desvio de dinheiro de suas contas sem qualquer autorização, ou até mesmo sem notar que aconteceu.
Com o preço, cada identidade valeria cerca de 55 centavos de euro, um valor baixo comparado ao cobrado por cada registro vendido em pequena quantidade no mercado, explicou um analista da Gartner Research, que afirma que informações de uma conta pode chegar a mil dólares, noticiou o site ITWorld.
As informações podem ter sido coletadas de funcionários de “call centers” e este é o segundo grande roubo de informações pessoais no ano. Em outubro, a T-Mobile afirmou ter perdido registro de 17 milhões de clientes, ainda que nos dados não constasse contas bancárias.
Ligue seu computador ao LHC
Enquanto alguns afirmam que a maior máquina já construída pelo homem, o Grande Colisor de Hadrons, ou LHC (“Large Hadron Collider”), poderá até ameaçar a Terra, outros afirmam que ela poderá descobrir a “Partícula de Deus”.
O fato é que o LHC vai gerar tantos dados que nem mesmo os maiores supercomputadores do mundo poderão lidar com todos eles.
LHC at Home
Por isto, os físicos resolveram utilizar um mecanismo criado para a busca de inteligência extraterrestre e agora já adotada para desvendar os segredos das proteínas e até para localizar partículas de cometas, entre várias outras iniciativas do mesmo tipo.
Acaba de ser lançado o LHC at Home, um programa que funciona como um protetor de tela e que, em vez de deixar seu computador ocioso quando você não o está utilizando, faz uma simulação de uma partícula subatômica viajando ao longo de um anel acelerador de partículas de 27 quilômetros de perímetro.
Acelerador de partículas virtual
O programa que roda por trás do LHC@Home é chamado SixTrack, que não apenas simula a trajetória da partícula, mas também estuda a estabilidade de sua órbita, gerando informações essenciais para a verificação da estabilidade de longo prazo das partículas de alta energia que viajarão de fato no LHC.
O SixTrack simula 60 partículas simultaneamente e roda a simulação para até 1 milhão de voltas ao redor do acelerador de partículas virtual. Pode parecer muito, mas isso leva menos de 10 segundos em um PC padrão.
Riscos sérios
“É suficiente testar se o feixe [de partículas] permanece em uma órbita estável por um longo período, ou [se há] o risco de que ele perca o controle e saia do curso em direção às paredes do tubo de vácuo. Uma instabilidade destas pode ser um problema muito sério, que pode resultar na parada do equipamento para reparos, se isso acontecer na vida real,” diz o site do projeto.
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