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Você tem medo do Google ?

O Google de hoje é assim...

O Google de hoje é assim...

O Google sabe mais sobre você do que a sua mãe. O Google sabe mais sobre você do que qualquer outra pessoa ou empresa no mundo. E não é difícil entender por quê. Diariamente você entra no Google Search e digita o que está procurando : Receita de estrogonofre, sexo, amigos de infância, pizzaria com serviço delivery, hotéis baratos, a programação de cinema de sua cidade, as últimas tolices de Suzana Vieira, qualquer coisa. Pelo Gmail ou Google Talk, você mantém contato com seus amigos e parentes. Amenidades ou indiscrições da sua vida pessoal ficam à disposição no Blogger, na rede de relacionamentos Orkut ou nos álbuns de fotografia do Picasa. No Google Latitude, você consegue localizar seus companheiros em qualquer canto do planeta. Já o Google Maps e o Google Earth ajudam você a chegar ao outro lado da cidade – ou do mundo. Sem contar os vídeos do YouTube, capazes de elevar um anônimo ao superestrelato global em questão de horas, a exemplo da cantora escocesa Susan Boyle. Tem ainda o Google Health, dedicado a cuidar da sua saúde; o Books, com um arquivo impressionante de livros e revistas digitalizados; o Scholar, que reúne artigos científicos; e o Translate, capaz de traduzir sites inteiros em 41 idiomas, entre outras dezenas de serviços, digamos, menores.

Faça as contas: todos os dias, 65% dos cerca de 1,5 bilhão de usuários da internet no mundo utilizam uma – ou algumas – das ferramentas oferecidas pelo Google. Trata-se do site mais visitado da web. São 40 bilhões de buscas por mês. Diariamente, seus computadores processam mais de 20 petabytes de dados, ou seja, a capacidade média de armazenamento de cerca de 170 mil PCs iguais ao que você tem em casa. No primeiro trimestre deste ano, o Google registrou um lucro recorde de US$ 1,42 bilhão. Fechou o ano de 2008 valendo no mercado US$ 86 bilhões. Se a internet fosse o mundo, e o Google, um governo prestando serviços a esta população de mais de 1 bilhão, ele seria o terceiro país do planeta em população, mais que o triplo dos EUA, perdendo apenas para Índia e China.

Na Googlelândia, a liberdade é plena, porém vigiada. A empresa registra tudo o que escrevem, o que fazem e o que compram seus usuários. Mas o lema oficial da companhia “Não faça o mal” . De pronto, argumenta que, quando o sistema vasculha as mensagens do Gmail, por exemplo, é para oferecer a você as propagandas que mais possam interessá-lo. Se todas as buscas e cliques que um indivíduo faz são registradas, é porque assim o Google aprende a responder melhor. Essa inadvertida coleta de informações pessoais assusta entidades como a EFF, sigla em inglês para Fundação da Fronteira Eletrônica, ONG que defende a liberdade online. “Usuários preocupados com privacidade devem bloquear a opção de rastreio de seus passos em suas preferências no Google”, diz Kurt Opsahl, advogado da EFF.

“Acredito que eles sigam seu lema de que não farão o mal”, diz Howard Rheingold, autor do livro A Comunidade Virtual e um dos mais respeitados pensadores do Vale do Silício. “O Google é uma empresa de capital aberto. No dia em que quebrar a confiança de seus usuários, suas ações despencam.” São as leis de mercado, pois, que mantêm uma empresa como o Google bem comportada. E esse bom comportamento deve ser recompensado no futuro próximo. O estágio seguinte da internet, batizado de 3.0, será aquele em que o internauta será abastecido com necessidades que tem ou acredita ter. Claro que, sem dar uma bisbilhotada na vida do usuário, não há como fornecer esse tipo de serviço. Assim, quando a internet 3.0 estiver a pleno vapor, o Google estará anos-luz à frente da concorrência e com a auréola de um fornecedor de conteúdo zeloso espalhada sobre seus vários “o”s.

Mas há pelo menos uma questão legal na qual o Google se mostra ambivalente. É a propriedade intelectual. “Estamos sempre atentos”, disse recentemente Eric Schmidt, CEO da empresa, em uma palestra a alunos de MBA na Universidade de Stanford. Se é verdade que vez por outra, mediante pedido, retiram do YouTube um vídeo com direitos autorais, nenhum site é mais eficiente do que o próprio Google para encontrar material pirata: filmes ainda inéditos no cinema, discos inteiros convertidos em MP3, obras literárias completas…

Às vezes, nem sequer está claro se na empresa eles acreditam nas leis de copyright ou se consideram a ideia ultrapassada. “Eu acho que eles se preocupam com os direitos autorais, sim”, afirma John Battelle, autor de A Busca, a melhor história do Google já escrita. “O que acontece é que eles também acreditam em fair use.” Fair use: o uso de trechos de uma obra para criar outra, seja sátira, citação ou para sustentar um argumento. “Se eles creem em copyright? Com a pergunta assim tão ampla eu precisaria especular. Não sei responder”, diz Jeff Jarvis, autor do recém-lançado What Would Google Do? (O que o Google faria?, ainda sem edição no Brasil), espécie de manual para entender como agir no mundo digital. Em sua opinião, a melhor maneira ainda é aprender com o Google e repetir seus métodos.

Até porque é impossível escapar da Googlelândia. Você já vive nela. E o futuro na web passa por lá.

O de amanhã será assim...

Este é o Google de amanhã.

Fonte: Galileu

Google confirma vazamento de contas e senhas do Gmail na internet

O Gmail, serviço de correio eletrônico do Google, está sendo alvo de “grande esquema de phishing”, segundo confirmou a própria companhia nesta terça-feira (6) à rede “BBC”.

A “BBC” teve acesso a duas listas que traziam detalhes de mais de 30 mil nomes e senhas que foram postados on-line.

“Recentemente, tomamos conhecimento de um grande esquema de phishing através do qual os hackers obtiveram credenciais de usuários para contas de e-mail baseadas na web, incluindo as do Gmail”, disse um porta-voz do Google.

“Assim que ficamos sabendo do ataque, forçamos redefinições de senha nas contas afetadas. Continuaremos a forçar essas alterações de senha em contas adicionais quando tomarmos conhecimento delas”, continuou o representante da gigante de buscas.

Hotmail

Nesta segunda-feira (5), o site Neowin divulgou que os e-mails e senhas de milhares de contas do serviço Windows Live Hotmail, da Microsoft, foram publicadas on-line. De acordo com a página – citada em uma reportagem da BBC –, um usuário anônimo postou os detalhes das contas no dia 1 de outubro no pastebin.com, um site usado para desenvolvedores compartilharem trechos de códigos. Os dados já foram removidos do site.

Entre as extensões de e-mail que tiveram dados publicados na internet estão @hotmail.com, @msn.com e @live.com. Ainda de acordo com o site, a lista continha informações de cerca de 10 mil contas iniciadas com as letras “a” e “b”. Por isso, é possível que haja ainda outras listas.

Tráfego na internet cresce exponencialmente, diz a Cisco

netUm estudo publicado pela Cisco Systems afirma que a internet estaria crescendo exponencialmente. Para medir todo esse gigantesco tráfego de vídeos, chats, conversas por voz, músicas e outros downloads e uploads de arquivos, a revista Scientific American sugere que um novo termo seja adotado: o Zetabyte.

Após os Gigabytes e Terabytes, chega a vez dos Zetabytes, medida para um trilhão de Gigabytes. A internet teria, hoje, dois terços dessa medida, acumulando 667 Hexabytes. Segundo o site Switched, o estudo também revela que o tamanho da web irá quadruplicar nos próximos quatro anos e que até 2013 o correspondente a 10 bilhões de DVDs irá cruzar a internet todos os meses, uma vez que 90% do tráfego virá apenas de vídeos na rede. Ou seja, levaria meio milhão de anos para uma única pessoa assistir a um mês do tráfego de vídeo da web.

Tudo isso graças a chamada “hiperatividade consumista”, que será elevada pelo crescimento da internet em celulares e dispositivos móveis, além do surgimento de computadores mais poderosos. A vida “multitarefa”, levada por pessoas que escutam música, baixam filmes e trabalham ao mesmo tempo, por exemplo, também contribuirá para a explosão.

O site do jornal The New York Times fala a respeito do PC Pulse, ferramenta da Cisco feita para que o usuário possa avaliar e observar quanta banda está gastando e em que tipo de tráfego, para que este fique atento à utilidade do conteúdo que está baixando ou subindo na internet. “Ele dará às pessoas um olhar sobre seu DNA digital e irá comparar seus dados com o de usuários do mundo todo”, explica Arielle Sumits, analista sênior de marketing da Cisco.

O PC Pulse pode ser baixado através do endereço http://tinyurl.com/pcpulse.

Descoberta fragilidade no sistema de certificação digital da Internet

Pesquisadores independentes, trabalhando nos Estados Unidos, na Holanda e na Suíça, descobriram uma fragilidade no sistema de certificação digital da Internet que permite que invasores forjem certificados que são integralmente aceitos por todos os navegadores mais utilizados no mercado.

Certificação digital de sites

Esses certificados digitais forjados permitem aos criminosos validar seus sites maliciosos, fazendo-os parecer seguros e confiáveis, quando na verdade são meras fontes de ataques aos visitantes.

Quando você visita um site cujo endereço começa com https, um pequeno cadeado fechado é mostrado em seu navegador, indicando que aquele site é seguro, graças a um certificado emitido por algumas poucas Autoridades de Certificação.

Para garantir que o certificado apresentado pelo site é legítimo, o navegador verifica a assinatura digital do site utilizando algoritmos de criptografia tradicionalmente aceitos e reconhecidos como seguros.

Falhas do algoritmo MD5

O que os pesquisadores descobriram é que um desses algoritmos, conhecido como MD5, pode ser enganado.

A primeira fragilidade significativa do MD5 foi apresentada em 2004 por um grupo de pesquisadores chineses, que usaram um “ataque de colisão” para criar duas mensagens diferentes com a mesma assinatura digital. Em 2007, outro grupo de pesquisadores demonstrou que uma outra forma de colisão dava ainda mais liberdade aos atacantes.

Agora, esse mesmo grupo de pesquisadores descobriu que é possível criar uma Autoridade de Certificação falsa, permitindo a validação de virtualmente qualquer site. O ataque utilizou uma variação da técnica de colisão rodando em um cluster de 200 consoles de videogame.

Ataques de phishing

Uma Autoridade de Certificação falsa, em conjunto com uma fragilidade largamente conhecida do sistema DNS (que faz a “tradução” dos nomes dos sites em endereços IP), abre caminho para os ataques do tipo phishing, em que um site falso aparece para o usuário exatamente como se fosse o site verdadeiro de um banco ou de um empresa de comércio eletrônico.

Os pesquisadores já alertaram as empresas responsáveis pela programação dos principais navegadores do mercado, que se comprometeram a tomar medidas para aumentar a proteção dos seus usuários.

Segundo os descobridores da fragilidade, é imperativo que os navegadores e as Autoridades de Certificação parem de usar o MD5 e migrem para sistemas de criptografia mais robustos.

Telefônica diz que “Plano B” para apagão é o acesso discado

Ao responder uma questão levantada por um membro do Comitê Gestor da Internet do Brasil, numa reunião realizada na última sexta-feira, técnicos da Telefônica disseram que já estão estudando com os “clientes”, principalmente os corporativos, uma espécie de “Plano B”, para o caso de ocorrência de um novo “defeito lógico” em sua rede de acesso à Internet banda larga. Para perplexidade de alguns membros do CGI.br, uma dessas alternativas seria os clientes, por exemplo, voltarem a utilizar o acesso discado para conexão com a Internet.

“Em alguns bancos, por exemplo, com um backup dial-up (acesso por linha telefônica), se consegue fazer 10 a 12 caixas funcionarem. O backup dial-up é muito seguro, funciona e é uma tecnologia estável. Foi uma discussão muito rica com os clientes neste sentido”, disse candidamente um dos técnicos da Telefônica, para espanto dos ouvintes que participaram da reunião do CGI.br na última sexta-feira.

Serviços públicos

Já no caso dos serviços públicos, que têm uma capilaridade muito grande na rede, a idéia da Telefônica de “Plano B”, seria fazer com que alguns pontos tivessem tratamento diferenciado na rede. Eles poderiam suportar toda a carga de demanda da população no caso de um novo apagão, não descartado pela empresa de voltar a ocorrer, nem tampouco pelos membros do CGI.br, após ouvirem as explicações da Telefônica, e constatar que tal problema poderá acontecer nas demais redes de banda larga das empresas de telefonia.

Para os técnicos num novo evento, os serviços públicos como o “Poupa Tempo” ou os postos da Previdência só teriam duas alternativas viáveis. A primeira: Mandar a pessoa de volta para casa. A segunda opção seria justamente avaliar, por exemplo, a perspectiva de numa cidade que tenha cerca de 10 agências, que pelo menos duas estejam funcionando e possam receber toda a massa de aposentados e pensionistas que necessitem do serviço. Da mesma forma, isso poderia ser tentado com delegacias e outros pontos de atendimento comunitário.

Os técnicos da Telefônica chegaram a dizer que já trataram desse problema com o presidente da Dataprev, Lino Kieling. E aparentemente vão estudar esse tipo de alternativa para não deixar que todos os postos parem por falta de Internet, caso venha a ocorrer um novo evento na Internet de São Paulo. Entre os dias 2 e 3 de julho, o Estado ficou quase 36 horas sem Internet de alta velocidade e o problema chegou a prejudicar outros pontos do país.

“Já estivemos lá com o Lino (kieling – presidente da Dataprev) na semana retrasada e essa discussão de Plano B está realmente num crescendo. Mas, por exemplo, no caso do Poupa Tempo, o fato de não dispor de Internet naquele dia, se resolveu com uma planilha: coloca o nome, dá uma senha e manda voltar no dia seguinte, ou manda para outro lugar, porque está fora do ar, seja pelo motivo que fosse”, argumentou o executivo da Telefônica.

Como não há garantias que um novo defeito lógico (a falha de um roteador provocada no processamento dos dados que recebia) não venha a ocorrer novamente, clientes de muita capilaridade, terão uma “contingência pontual, mais profunda, em alguns pontos de sua geografia”, na avaliação do técnico da Telefônica.

“Foi o que discutimos com a Previdência”, ressaltou o Técnico da Telefônica. “Se numa cidade com 10 agências, duas estivessem funcionando isso teria minimizado o impacto? Fortemente. Tem sido uma discussão muito ampla nesse sentido”, afirmou.

Redundância

A equipe da Telefônica afirmou ao CGI,br, que dispõe de redundância em toda a sua rede, o que deveria evitar um apagão geral, pois uma rota alternativa entraria em funcionamento. Porém, nos dias 2 e 3 de julho o que ocorreu foi um “defeito lógico”, um roteador recebia dados e os “corrompia” no resto da rede, tornando-a intermitente, lenta.

“Nossa rede é totalmente redundante, temos diversos caminhos, só que essa conectividade ou talvez esse excesso de conectividade, num evento lógico pode ser um facilitador dessa propagação. A rede se redireciona, mas diante da convergência é aí que a inatividade vem com essa complexidade”, disse outro técnico da companhia, acrescentando que cada vez mais as empresas de telefonia estão dependentes do software que faz a intermediação da transmissão dos dados.

Pela avaliação que fizeram ao Comitê Gestor da Internet, no caso de um novo “defeito lógico”, o único procedimento a fazer será o que foi feito em julho: Desligam-se aos poucos diversos pontos dessa rede, e em seguida começa a reativá-los. Será nesse momento que os técnicos poderão identificar dentro da malha, de onde estão partindo os dados corrompidos em um roteador.

“Mas já houve uma discussão bem-sucedida com os nossos clientes de termos uma contingência mais pontual, para que dois ou três pontos estejam funcionando, para que duas ou três agências ou postos policiais possam receber as pessoas de outras áreas”, reafirmou ao final o técnico da Telefônica.

CGI.br teme que país possa sofrer novos apagões na Internet

Técnicos da Telefônica, nesta sexta-feira,08/08, estiveram reunidos por quase duas horas com os membros do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br). Foram explicar o porquê de o Estado de São Paulo ter ficado sem Internet, entre os dias 2 e 3 de julho. Foram mais de 36 horas de “apagão”. A pane aconteceu a partir de uma falha em um dos roteadores da rede IP/MPLS banda larga da concessionária. Ela acabou se alastrando, apesar de a rede possuir dispositivos de segurança que, na prática, falharam. Ao término do encontro, os membros do CGI.br saíram atordoados.

Não há nenhuma garantia de que tal problema não possa novamente acontecer com a própria Telefônica ou com as demais concessionárias de telefonia, também prestadoras dos serviços de Internet banda larga. Pela forma como o problema foi relatado, os técnicos do CGI.br temem que o país possa vir a sofrer um outro “apagão” ocasionado por falhas técnicas semelhantes.

Sigilo

Na reunião, um dos representantes da Telefônica apresentou um documento contendo, segundo ele, mais detalhes sobre o episódio – com informações além do que foram reveladas ao público por intermédio do presidente da empresa, Antonio Carlos Valente, quando o executivo convocou a imprensa para tentar explicar a pane.

“Nós tomamos a liberdade neste fórum (CGI.br) de trazer um pouco mais de informação do que a gente está trazendo para o público. Então, por outro lado, peço que se mantenha o acesso a este documento restrito ao grupo que está aqui”, solicitou o funcionário da Telefônica que coordenava a equipe técnica, composta por cinco pessoas.

O portal Convergência Digital respeitará o sigilo dos nomes destes funcionários, pois eles não têm culpa se a empresa preferiu omitir alguns fatos do público consumidor. Apenas técnicos participaram desta reunião com o CGI.br, onde a Telefônica foi convocada para explicar uma pane que deixou o maior Estado do país sem internet por quase dois dias e, em alguns casos, empresas e órgãos públicos federais de outras regiões que contavam com os dados repassados por São Paulo.

De fato, o problema na rede da Telefônica começou na manhã do dia 2 de julho quando, internamente, os técnicos começaram a reparar que havia uma degradação no tráfego. O sinal estava intermitente na rede IP/MPLS, fato incomum e fora dos limites “aceitáveis” pela empresa. Simultaneamente começaram a chegar as reclamações de clientes, que buscavam informações junto ao call center da operadora sobre as quedas do serviço. A rede já sofria as oscilações, afetando ao mercado corporativo e aos consumidores de banda larga do Speedy.

Imediatamente o CPqD teria sido chamado pelos técnicos da Telefônica para. em conjunto, tentar identificar o que estaria ocorrendo, pois a rede insistia em manter seu tráfego intermitente, apesar de nenhum dano físico ter sido detectado. O técnico da Telefônica assegurou ao Comitê Gestor da Internet de que todas as ações tomadas para tentar sanar o problema foram implantadas a partir de um acordo entre a operadora, o CPqD e os quatro fabricantes de equipamentos que atendem à Telefônica, que também foram procurados para dar explicações sobre o problema.

Até então, a Telefônica trabalhava com uma rede precariamente sem saber o porquê das oscilações e das quedas de conexões dos usuários. Em algum ponto desta rede havia uma falha, mas os técnicos não conseguíam identificá-la. A partir daí foi que se começou a configurar o verdadeiro “apagão”, conforme admitiu o presidente da concessionária à imprensa.

Para espanto dos membros do Comitê Gestor da Internet do Brasil, os técnicos informaram que a Telefônica só encontrou uma alternativa, nada tecnológica, para resolver o problema. Adotou o mesmo procedimento que uma pessoa comum faz quando há o travamento do seu sistema operacional num computador: Desliga o equipamento e o religa novamente.

Só que numa rede de transmissão de dados não se desliga tudo no mesmo momento, pois há um tempo para o sinal ir desaparecendo em toda a sua malha. Depois que se consegue efetivamente parar a transmissão é que chega a hora de religar o sistema e, desta forma, verificar se é daquele ponto que partia algum tipo de anomalia de sinal ou de tráfego de dados.

Esse procedimento foi adotado em várias etapas e locais da rede da Telefônica nos dois dias em que São Paulo ficou com a Internet em condições precárias. Até que, quando os sistemas foram religados na região de Sorocaba, no interior paulista, os técnicos começaram a visualizar que partia dali os dados “corrompidos” por um roteador, que acabava gerando a degradação na transmissão dos pacotes de dados em toda a rede.

A reunião não foi conclusiva. Mas o Comitê Gestor terminou o encontro ciente de que a Internet Brasileira está fragilizada pela falta de contingenciamento por parte das empresas, assunto que deverá provocar amplo debate entre a entidade e a Anatel – que foi representada no encontro pelo conselheiro Plinio Aguiar – pois a empresa deverá sofrer um longo processo por quebra de qualidade na prestação do serviço.

Falha em DNS provoca efeito-dominó na cadeia de valor da Internet

O especialista em segurança, Dan Kaminsky, que descobriu, no mês passado, uma falha grave no DNS (Domain Name System), sistema de nomes de domínio na Internet, ao participar do “Black Hat”, evento realizado ao longo desta semana, nos Estados Unidos, revelou que e-mails, atualizações de software, sites com SSL e sistemas de recuperação de senhas são alvos potenciais de ataque.

Kaminsky, que trabalha com vários fornecedores de software e empresas de Internet para corrigir a falha detectada, observou que o problema do DNS pode, sim, ser usada para comprometer mensagens de e-mail, atualizações de software e sistemas de recuperação de senhas em portais populares.

O especialista também descontruiu o mito que os certificados de segurança SSL (Secure Socket Layer) estavam à prova de ataque. Kaminsky mostrou que é possível “driblar” a solução e validar um ataque. Desde que detectou o problema no DNS, Kaminsky já prestou serviços para companhias como Google, Facebook e outras, para criar camadas de segurança capazes de impedir os possíveis ataques e viabilizar os serviços via Internet.

Antivirus chegam ao ambiente de cloud computing

A tecnologia conhecida como nuvem de computação (cloud computing) promete se transformar no próximo paradigma da informática, levando aplicativos, serviços e até o armazenamento de dados para uma camada verdadeiramente distribuída, pairando disforme sobre a Internet, e sem qualquer localização geográfica.

Antivírus para a cloud computing

Nesse novo ambiente, os programas antivírus atuais, que rodam nos computadores pessoais, não terão grande utilidade. É necessário que os aplicativos de detecção de códigos maliciosos também sejam repensados para o ambiente da nuvem de computação.

É isto o que estão fazendo pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que apresentaram seu projeto chamado CloudAV – antivírus da nuvem de computação, numa tradução livre.

O novo conceito move a funcionalidade dos programas antivírus para a rede da nuvem de computação, analisando os arquivos utilizando múltiplos sistemas de detecção e programas de detecção comportamental, tudo simultaneamente.

Antivírus virtualizado e paralelizado

“O CloudAV virtualiza e paraleliza a funcionalidade da detecção com múltiplos engines antivírus, aumentando significativamente a proteção total,” afirma o pesquisador Farnam Jahanian, que criou o CloudAV juntamente com seus colegas Jon Oberheide e Evan Cooke.

Para desenvolver o antivírus virtual os pesquisadores avaliaram 12 programas antivírus tradicionais agindo contra 7.220 programas maliciosos, incluindo vírus. Os programas avaliados foram: Avast, AVG, BitDefender, ClamAV, CWSandbox, F-Prot, F-Secure, Kaspersky, McAfee, Norman Sandbox, Symantec e Trend Micro.

Múltiplas detecções simultâneas

No CloudAV, cada engine de detecção opera em sua própria máquina virtual, agindo em paralelo. O resultado é que cada arquivo é verificado por múltiplos sistemas de detecção, um agindo de forma eficaz onde os demais são ineficientes.

O CloudAV pode ser acessado de qualquer computador, ou qualquer equipamento móvel, que rode um programa que faz a interface com a nuvem de antivírus. Cada vez que o computador está prestes a receber um documento ou um programa que está sendo baixado, o arquivo é automaticamente detectado e enviado para a nuvem de antivírus, que o analisa utilizando todas as 12 ferramentas antivírus disponíveis.

Internet Explorer 8 precisa de beta testers

O primeiro beta para a nova versão do navegador foi disponibilizada em fevereiro último e o mesmo ocorrerá com o Internet Explorer 8 Beta 2, a ser disponibilizado este mês. Contudo, a empresa ainda recruta testers, afirmando que é a única forma de confrontar o software com a utilização real.

Embora a utilização de uma versão beta traga uma série de inconvenientes aos testadores, e sendo justamente essa a intenção, o site BetaNews aponta uma série de vantagens em participar do programa. Uma delas é o acesso a versões não disponibilizadas ao público em geral e a oportunidade de experimentar as novas funções com antecedência (antes dos outros “pobres mortais”). Por já estar inscrito, é provável que o usuário venha a ser convidado para testar outras ferramentas, como o Windows 7 ou a suíte Office 14, aponta o site.

Já o blog oficial do MSDN, na área dedicada ao navegador, explica que embora os usuários possam se deparar com bugs, a única forma de relatá-los à Microsoft é estando inscrito no progama IE8 Technical Beta, no Microsoft Connect. Para pleitear direito de ser um beta tester, o internauta deve enviar um e-mail para IESO@microsoft.com, relatando um pouco se sí e explicando por que seria um bom testador.

Os usuários participantes do programa se comprometem a passar um tempo utilizando o browser e relatam comportamentos inesperados deste. A equipe do IE então estudará estes problemas e filtrará os bugs mais significantes para a comunidade, disse Kellie Eickmeyer, da Microsoft, em março, segundo o BetaNews.

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Vamo lá pessoal, deixa esse preconceito de Microsoft ser ruim e tornem-se beta testers. Quem sabe a MS não passa a investir em Software Livre a partir daí? (vale lembrar que Software Livre não é Software Gratuito, e sim um Software que tem o seu código fonte disponível para análise e implementação)

Novo site de busca pretende competir com Google

O novo sistema de buscas na internet, chamado Cuil (lê-se cool, como no inglês), foi lançado hoje e pretende entrar na disputa de melhor buscador, concorrendo com, obviamente, o Google. Uma das razões para acreditarem no sucesso do serviço é a presença de ex-engenheiros desta no quadro de funcionários, diz o Slashdot.

A ferramenta, disponível no endereço www.cuil.com, informa na página inicial que já indexou o impressionante número de 121 bilhões de páginas. Os produtores do Cuil afirmam que a ferramenta é capaz de rastrear uma parte maior da web, e em menos tempo, devido ao novo algoritmo de indexação. Tom Costello, co-fundador do serviço, afirma que sua tecnologia revolucionária permitiu colocar praticamente toda a Internet nas pontas dos dedos dos usuários, segundo informa o The Inquirer.

A página inicial é plasticamente muito bonita e tem design enxuto, a exemplo do concorrente, exceto pelo fundo negro, que concede um ar obscuro ao site – mas que permite economizar energia. Já há alguns anos há um outro buscador baseado no Google que usa uma página negra com esse propósito, o Blackle (blackle.com). Ao que parece, o Cuil também segue esse preceito. Entretanto, enquanto o Blacke é apenas um “Google com skin”, o Cuil é baseado em tecnologia totalmente nova.

Ao efetuar uma busca simples, os resultados são dispostos de forma ordenada em colunas. O visual é bastante agradável, fugindo da monocromia habitual. Também é exibido um quadro lateral, com informações relacionadas, como no caso os serviços de busca de imagens, mapas ou documentos já conhecidos. As buscas devem retornar também categorias, segundo o TechCrunch. Em um teste feito pela equipe da Magnet, em uma busca com a palavra “guitar”, os resultados “puxaram” as categorias “electric guitar”, “amplified instruments” e “guitar magazines”.

Contudo, uma busca mais específica, como nomes de pessoas, ainda não é capaz de retornar resultados, ao contrário do que acontece no Google. Outro problema, detectado pela Magnet, é que as buscas não são tão boas com palavras em português – os resultados são ligeiramente inconsistentes e as categorias extremamente disparatadas. A disponibilidade do site também estava bastante prejudicada: em certos momentos, foi impossível submeter uma busca sem receber a mensagem de “servidor ocupado”. A opinião geral é a de que algum tempo será necessário para que o serviço amadureça, portanto comparar as duas ferramentas agora não seria muito apropriado.

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