Onda de ataques de hackers assolam sites governamentais do Irã
É fato que após a eleição de Mahmoud Ahmadinejad as conexões de internet e celulares, no Irã, se tornaram quase impossíveis. Entretanto, manifestantes deram um jeito e conseguiram conexões através de satélites e proxies (um tipo de “camuflagem digital”), noticiando ao mundo a violência e o caos no qual o país está mergulhado, utilizando principalmente o Twitter como ferramenta. Agora, esse mesmo serviço é utilizado para espalhar instruções de invasão e outros hacks em sites do governo iraniano.
Os usuários do serviço de microblogging avisam a todo momento quais os melhores lugares para “furar” e como fazer para se esconder do governo no mundo virtual, usando os proxies. São muitas as mensagens indicando caminhos. “Nova verificação #Iran Proxy 98.142.210.231:3128 #iranelection Lista Master de proxies em http://is.gd/12fBu”, dizia o usuário de nome austinheap. “Você pode utilizar sites como o metacafe e outros para subir vídeos que não entram no YouTube”, informa o grupo pró-democracia DDOSIran.
Esse mesmo grupo, que tem DDOS (ou distributed denial of service, ataque distribuído de negação de serviço, na tradução) em seu nome, está orquestrando pelo Tweeter ataques de envios excessivos de informação (floods) em sites do governo. Muitos deles já foram derrubados com a ajuda de internautas dentro e fora do Irã.
“DDOSIran alimenta esta conta do Twitter e eu faço o que eles dizem para derrubar os sites do governo” era uma das muitas mensagens espalhadas no serviço na segunda feira. Outro exemplo: “NOTA aos HACKERS – ataquem www.farhang.gov.ir – por favor tentem hackear todos os sites do governo iraniano. Está muito difícil para nós. #Iranelection”.
Vários endereços do governo como leader.ir, ahmadinejad.ir e iribnews.ir já estavam inacessíveis na segunda – alguns ainda estão até agora. E, segundo o blog Danger Room da revista Wired, o ataque já se estende a outros endereços, como o Raja News e o Fars News, ambos sites de notícias. O informativo WhereIsMyVote.info abre 16 reloads ao mesmo tempo, o que causa um congestionamento fatal em várias páginas do governo.
“Nós transformamos o nosso poder coletivo e indignação em uma séria arma que podemos utilizar à nossa vontade, sem medo de represálias. Praticamos uma guerra cidadã, distribuída” declara Matthew Burton, analista de inteligência americano que se juntou aos ataques.
Em seu blog escrito em São Francisco, Austin Heap ensina várias formas de configurar proxies para que os ativistas passem pelas proteções do governo iraniano. Já o blog Networked Culture produziu um guia de ciberguerra para iniciantes, destinado aos simpatizantes da pró-democracia.
O Networked Culture também dá outras instruções de ajuda. Pede para que as pessoas modifiquem seus locais de origem e horários do Twitter para os de Teerã. Isso torna mais difícil para os agentes do governo encontrar os verdadeiros iranianos. O site avisa ainda que repostagens excessivas e desnecessárias de tweets não serão bem vindas, além de pedirem a confirmação das fontes de onde vem as informações. Ainda segundo o Networked Culture, a informação deve ser distribuída de forma discreta, uma vez que os blogueiros do Irã correm perigo real. Por fim, pede também para que quem não entende de ataques DDOS fique de fora do processo.
Os DDOS geram controvérsias. O autor do Page Rebooter, que dá reloads em sites à esclha opor tempo indeterminado, tirou-o do ar por algumas horas. O mantenedor alega estar se sentindo desconfortável com o uso da ferramenta na atual conjuntura política. A página só voltou ao ar depois que seus empregados concordaram em arcar com os custos do excesso de tráfego que seria gerado. Um outro grupo pede o fim dos ataques DDOS, afirmando que esses ataques podem comer o resto da banda disponível e tornar muito mais lenta a conexão usada pela oposição para se comunicar através do Facebook, Twitter e YouTube.
Informações retiradas do próprio Twitter dizem que o governo passou a monitorar o tráfego de mensagens de texto e também os internautas protegidos por proxies, tornando o trabalho de comunicação dos pró-democratas muito mais difícil. Em resposta, eles pedem novos ataques: “O governo iraniano está bloqueando toda a INTERNET/SMS/TELEFONE – enquanto eles fazem isso, cortamos os sites DELES”.
Na segunda feira, após deixar inativo o sistema do microblog por aproximadamente uma hora para manutenção, a equipe do Twitter recebeu um recado especial do governo americano pedindo para que novos updates não fossem feitos enquanto o site fosse importante para o ativistas iranianos, noticiou a Forbes.
Biz Stone, um dos fundadores, anunciou mais tarde que havia feito um acordo com o provedor que os mantém para que uma nova manutenção fosse adiada. “Nossos parceiros da NTT America reconhecem que o Twitter está atualmente desempenhando um papel importante na comunicação do Irã”, escreveu Stone.
Google demonstra versão 2.0 do Android
Durante a conferência para desenvolvedores Google I/O, realizada no início deste mês em San Francisco, na Califórnia, o Google demonstrou uma nova versão de seu sistema operacional para smartphones, o Android.
Com o codinome “Donut” (rosquinha), o Android 2.0 trará recursos como busca universal, gestos à mão livre, tradução de textos (via Google Translate) e um sistema de reconhecimento e síntese de voz. Segundo um artigo na eWeek, o novo sistema de busca será capaz de analisar simultâneamente sua lista de contatos, calendário, biblioteca de música e outros documentos, além de informação online.
De acordo com o site LinuxDevices, os recursos de voz do Android 2.0 serão baseados em tecnologia da empresa suíça SVOX, e incluirão tanto a síntese (text-to-speech) e reconhecimento de voz (speech-to-text), com integração ao serviço Google Voice Search, que permite buscas na web “faladas”, feitas a partir de telefones celulares.
A atual versão do Android é a 1.5, lançada em meados de Abril. Por enquanto o sistema operacional do Google ainda não “emplacou”: só há dois modelos de smartphones equipados com o sistema (ambos da HTC), com um terceiro prometido pela Samsung para breve. Além disso, vários integradores estão considerando o uso do Android em netbooks, especialmente modelos baseados em processadores ARM.
Kingston lança pendrive de 128 GB
Para saciar os “sedentos” por espaço, a Kingston está lançando no exterior uma nova linha de pendrives de alta capacidade na família Data Traveler 200. Com detalhes em cores, conector retrátil e fugindo um pouco do design dos Data Traveler atuais, eles estão disponíveis em capacidades de 32, 64 e 128 GB.
Todos os modelos podem servir como excelentes “HDs externos”, especialmente para proprietários de netbooks equipados com discos de estado sólido, geralmente limitados em capacidade a no máximo 16 GB. O único problema é o preço: o modelo de 128 GB custa US$ 546, mais caro que muitos notebooks completos. Os modelos de 32 e 64 GB saem por US$ 120 e US$ 213, respectivamente.
Já vão longe os dias em que alguns disquetes eram suficientes para transportar arquivos pra lá e pra cá. Com a explosão da multimídia, e arquivos cada vez maiores, eles foram substituídos por CDs e DVDs, mas nada substitui a praticidade dos pendrives: são rápidos, regraváveis, não exigem drivers ou programinhas para funcionar e são compatíveis com praticamente qualquer computador fabricado nos últimos dez anos.
Os novos pendrives tem garantia de cinco anos e são compatíveis com a tecnologia ReadyBoost, usada no Windows Vista e Windows 7. Como todo pendrive, também são compatíveis com Macs e PCs com Linux. Já estão disponíveis nos EUA, mas não há previsão para comercialização no Brasil.
Linux ganha suporte a multi-toque
Um grupo de desenvolvedores ligado ao Laboratório de Computação Interativa da ENAC, Escola Nacional de Aviação Civil em Toulouse, na França, desenvolveu um aprimoramento que permite ao Linux reconhecer e processar múltiplos toques simultâneos (multi-touch) em um painel sensível ao toque (touchscreen), como no iPhone.
O patch, escrito para o kernel 2.6.30, funciona em máquinas equipadas com painéis sensíveis ao toque da Broadcom (5974), Stantum, NTrig or DiamondTouch. Atualmente no estágio de “prova de conceito”, o código expõe os “eventos” (como são chamados os toques) registrados pelo painel em um dispositivo virtual chamado /dev/input/eventX, que pode ser lido diretamente pelos aplicativos.
Numa demonstração em vídeo publicado no YouTube (tinyurl.com/laf88c), os desenvolvedores realizam truques típicos do iPhone, como a rotação e ampliação de imagens e janelas com gestos feitos com dois dedos, ou a rolagem de listas e documentos com um gesto rápido com um dedo só. Todo o processamento das imagens é feito pelo gerenciador de janelas Compiz, que pode usar a placa de vídeo da máquina (mesmo as limitadas GPUs “onboard” da Intel, comuns em netbooks) para acelerar as animações.
Segundo os programadores, o projeto foi desenvolvido em parceria com a fabricante de painéis sensíveis ao toque Stantum, com os especialistas em interação homem-máquina do IntuiLab e com designers para cockpits de aeronaves da Thales Aviation, que exploram novas idéias em interfaces para facilitar o trabalho dos pilotos.
Não há previsão de quando a tecnologia multi-toque no Linux estará pronta para o consumo pelas “massas”, mas os desenvolvedores esperam que seu código, ou uma variante, seja incluído no Android, o sistema operacional do Google para smartphones.
Tráfego na internet cresce exponencialmente, diz a Cisco
Um estudo publicado pela Cisco Systems afirma que a internet estaria crescendo exponencialmente. Para medir todo esse gigantesco tráfego de vídeos, chats, conversas por voz, músicas e outros downloads e uploads de arquivos, a revista Scientific American sugere que um novo termo seja adotado: o Zetabyte.
Após os Gigabytes e Terabytes, chega a vez dos Zetabytes, medida para um trilhão de Gigabytes. A internet teria, hoje, dois terços dessa medida, acumulando 667 Hexabytes. Segundo o site Switched, o estudo também revela que o tamanho da web irá quadruplicar nos próximos quatro anos e que até 2013 o correspondente a 10 bilhões de DVDs irá cruzar a internet todos os meses, uma vez que 90% do tráfego virá apenas de vídeos na rede. Ou seja, levaria meio milhão de anos para uma única pessoa assistir a um mês do tráfego de vídeo da web.
Tudo isso graças a chamada “hiperatividade consumista”, que será elevada pelo crescimento da internet em celulares e dispositivos móveis, além do surgimento de computadores mais poderosos. A vida “multitarefa”, levada por pessoas que escutam música, baixam filmes e trabalham ao mesmo tempo, por exemplo, também contribuirá para a explosão.
O site do jornal The New York Times fala a respeito do PC Pulse, ferramenta da Cisco feita para que o usuário possa avaliar e observar quanta banda está gastando e em que tipo de tráfego, para que este fique atento à utilidade do conteúdo que está baixando ou subindo na internet. “Ele dará às pessoas um olhar sobre seu DNA digital e irá comparar seus dados com o de usuários do mundo todo”, explica Arielle Sumits, analista sênior de marketing da Cisco.
O PC Pulse pode ser baixado através do endereço http://tinyurl.com/pcpulse.
Nintendo Wii pode auxiliar no tratamento ao mal de Parkinson
Já são inúmeros os alegados benefícios relacionados ao uso do console Nintendo Wii, tanto em relação ao divertimento quanto à melhoria da saúde. Um estudo recente, noticiado pelo site ScienceDaily, revela que o Wii também pode ajudar no tratamento de uma doença que preocupa a todos, o mal de Parkinson.
Não é necessário possuir nenhum dos títulos mais novos e mais complexos para que se vejam resultados. Após quatro semanas de estudos os pesquisadores do Medical College of Georgia (MCG) descobriram que partidas de tênis, boliche e boxe do título Wii Sports melhoravam a rigidez, movimento e habilidades motoras, além de aumentar os níveis de energia e diminuir a ocorrência de depressão em 20 pacientes acometidos do mal de Parkinson, explicou o professor Ben Hertz, diretor de terapia Ocupacional da School of Allied Health Sciences Department em nota publicada no site Examiner.
Apresentada na quinta conferência anual Games for Health, a terapia já ganha notoriedade e tem até um nome, Wii-hab. Ela funciona porque, na mistura de vídeo game e exercícios, aumente os níveis de dopamina, neurotransmissor que estimula a atividade do sistema nervoso central e é escasso em pacientes com o mal de Parkinson.
“Aproximadamente no meio do estudo, vimos que realmente tínhamos um número razoável de pessoas que poderiam derrotar seu adversário na primeira rodada, e isso nos espantou”, declarou Hertz.
A Nintendo está ciente dos fins benéficos de seus produtos, e aproveita para aumentar seu faturamento com o Wii Fit e o controle balance board, e também o novo pedômetro incluído no modelo Pokémon de seu portátil DS, entre outros. O próximo passo de Hertz e dos outros pesquisadores é testar os benefícios do Wii Fit contra o mal de Parkinson, e para isso esperam receber um investimento de US$45.000 da Fundação Nacional de Parkinson.
“Sistemas de jogos são o futuro da reabilitação”, disse Hertz. “Aproximadamente 60% dos participantes dos estudos decidiram comprar um Wii para si. Isso diz muito a respeito da forma como eles se sentiram com o console”, completa.
Projeto irá melhorar a usabilidade do Ubuntu Linux
A equipe de desenvolvimento do Ubuntu anunciou um projeto que deve melhorar a usabilidade do sistema operacional, mais especificamente do ambiente desktop – e, assim, tentar atrais mais usuários a migrar do Windows para a plataforma livre. Batizado de One Hundred Papercuts (“100 cortes com papel”, em tradução livre), ele tem como objetivo identificar e eliminar pequenos bugs (os “paper cuts”) que ao mesmo tempo prejudicam a usabilidade e são simples de corrigir, ou seja, algo pequeno mas que incomoda. Exatamente como um corte no dedo feito com papel.
Segundo David Siegel, membro da “User Experience and Design Team” (equipe de design e experiência do usuário) da Canonical, empresa por trás do Ubuntu Linux, a idéia é corrigir 100 destes bugs a tempo do lançamento da próxima versão do Ubuntu, a 09.10, batizada de “Karmic Koala” e programada para lançamento em outubro deste ano. Para isso, o projeto ganhou uma página no site launchpad.net, onde é possível reportar novos bugs e acompanhar o processo de resolução dos já abertos.
Até o momento já há 181 bugs listados, mas isso não deve impedir os usuários e desenvolvedores de continuar relatando problemas. Afinal, nem todos irão se enquadrar na classificação de “paper cut”: de acordo com David, pedidos de novos recursos (feature requests) não se enquadram na categoria, nem bugs que afetem um número muito pequeno de usuários sob condições específicas.
Duas pragas virtuais rondam computadores da Apple
Um texto publicado no blog da empresa de segurança SophosLabs dá conta de duas ameaças para o Mac OS X. De acordo com a nota,“malware para Mac parece ser como os ônibus — não se vê nenhum por horas até que então aparecem dois juntos de uma vez”. Brincadeiras à parte, Graham Cluely, especialista da empresa, alega ter encontrado um script maligno chamado OSX/Jahalv-C em um site que oferece conteúdo pornô.
Diz ele que não visitou o site, simplesmente “viu em um outro blog”, o Malware Diaries da Paretologic. Segundo o blog original, o tal site pornô contém uma página com script Perl que usa o protocolo HTTP para comunicar-se com um outro site para baixar um código maligno no computador do usuário. Outro malware descoberto pelo SophosLabs é o verme OS/Tored-Fam que continha um texto dizendo “RESPECT about what are you talking about me (cybercriminal..) Don’t say what you ignore !!!!!!!!”, algo como “RESPEITO pelo que vocês estão falando sobre mim (cibercriminoso..) Não diga o que você ignora !!!!!!!”.
Para o Inquirer, muitos especialistas em segurança acreditam que, com o crescimento do iPhone, os dias dos Macs não terem malware escritos para si realmente acabaram. Recentemente, a própria Apple divulgou que seu novo sistema Snow Leopard vai trazer novas tecnologias contra ataques de malware, o que revela a preocupação da empresa com estas ameaças e o reconhecimento público de que, afinal, elas existem.
iPhone pode virar detector de radares e barreiras eletrônicas
Um novo app para iPhone pode evitar as multas e as dores-de-cabeça de motoristas. O software Lince GPS, publicado pela Robotron Automação e Tecnologia de Brasília, avisa ao usuário da aproximação de radares, os chamados “pardais”, bem como de barreiras e lombadas eletrônicas. Segundo o desenvolvedor, o software é totalmente legal, estando de acordo com a resolução 242 do Contran.
Na verdade, o Lince utiliza um serviço oferecido pela Robotron; periodicamente, a empresa publica um relatório de localização destes pontos de fiscalização. Uma vez instalado no iPhone, o software contata o site da Robotron para baixar as atualizações, que são gratuitas durante 30 dias. Se desejar continuar usando o serviço, o usuário deve fazer uma assinatura, que tem o valor de 130 reais anuais.
Além disso, o app funciona como um computador de bordo, registrando dados do carro como velocidade média e máxima, posição geográfica e outros.
O software está disponível para download no site da empresa.
Deixe um comentário
Deixe um comentário
Deixe um comentário








